Leitura
As figuras de linguagem
Durante a formação no ensino fundamental nos idos dos anos 80, as figuras de linguagem eram o "bicho papão" dos testes de Língua Portuguesa. Com exceção da Onomatopeia", era difícil gravar o que era uma sinédoque, saber distinguir a comparação de uma metáfora, o momento de usar um pleonasmo, quando surgiu uma catacrese; e como parecia descomunal entender qual figura era de palavra, de pensamento ou de sintaxe.
Eram tantos detalhes! Detalhes importantes e sutis. Mas, era tão poemática, tão poética a prova de português, era tão mais inteligente quem conseguia um dez com a professora de português da oitava série. Acho mesmo que me tornei professora de português porque queria dominar estas maravilhosas feições, funções e formas de dizer algo que ninguém entende...! Não precisam rir disso... vai dizer que você nunca passou um "cortado" com estas figuras? A linguagem figurativa e conotativa dão o tom literário do texto, por isso são tão fundamentais na vida de um escritor. E para o leitor fluente, uma certeza de conhecimento e erudição.
Na medida que fui crescendo, tudo pareceu ficar mais simples... Os estudantes de hoje já não querem mais se deleitar com uma bela metáfora. Ah! Como são especiais as metáforas... Mas, poucos entendem a lógica da linguagem literária!
Restaram as metonímias, essas figurinhas de baralho que pouco a pouco dominam o continente pelo conteúdo e a coisa pelo sua função, o livro pelo autor. Haja vista a deteriorização do objeto matter da leitura em bits binários. E cá entre nós, ler no computador não parece tão simples, quando se tem um problema de visão. A escuta torna-se não menos importante do que a boa leitura escrita. O livro cedeu lugar à leitura virtual e o jornal virou também um produto virtualizado. Não há concretude em nossas mãos! E por isso a compreensão das palavras e suas figurações no texto e no contexto estão em voga.
Ainda bem que existe a poesia, o livro de literatura, o concreto das palavras em minhas mãos. As metáforas de uma canção. A esperança de sua leitura. E um bom dicionário!
(Fontão, Luciene. Contos. Tirando da gaveta...aos 40. 2008)
Atividade III
Leia o poema abaixo e responda ao que se pede.
Canção da Tarde
"[...] Os meus passos no caminho
são como os passos da lua:
vou chegando, vais fugindo.
Minha alma é a sombra da tua.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto.
Subo monte, desço monte,
meu peito é puro deserto.
Eu ando sozinha,
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha."
(MEIRELES, Cecília. Canção da tarde no campo. In. Obra poética. Rio de Janeiro, José Aguilar, 1958. p. 229-230.)
Questão 1
Quais as figuras de linguagem que você depreende dos versos do poema de Cecilia Meireles. Identifique o verso ou expressão.
a) Hipérbole
b) Metáfora
c) Metonímia
d) Comparação
e) Catacrese
f) Pleonasmo
g) Silepse
h) Eufemismo
Pesquise o significado, exemplos e conceitos no Google, a partir da expressão "Figuras de Liguagem". Copie no seu caderno.
Você vai encontrar muitas figuras de linguagem. Se você tiver acesso pode pesquisar em uma Gramática da Língua Portuguesa, no capítulo "Figuras de Linguagem
Questão 2
As palavras ou expressões utilizadas no texto poético apresentam um sentido conotativo e /ou figurado, recurso linguístico utilizado para dar ao texto mais expressividade e sentidos diversos, diferentes do significado usual, ou seja, do sentido denotativo, que encontramos no dicionário e em textos não literários.
Nos versos:
a) " Subo monte, desço monte, meu peito é puro deserto." A palavra " deserto" tem qual significado? Explique.
b ) "Os meus passos no caminho são como os passos da lua." A palavra "passos" utilizada duas vezes tem o mesmo significado? Explique.
são como os passos da lua:
vou chegando, vais fugindo.
Minha alma é a sombra da tua.
Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.
De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto.
Subo monte, desço monte,
meu peito é puro deserto.
Eu ando sozinha,
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha."
(MEIRELES, Cecília. Canção da tarde no campo. In. Obra poética. Rio de Janeiro, José Aguilar, 1958. p. 229-230.)
Questão 1
Quais as figuras de linguagem que você depreende dos versos do poema de Cecilia Meireles. Identifique o verso ou expressão.
a) Hipérbole
b) Metáfora
c) Metonímia
d) Comparação
e) Catacrese
f) Pleonasmo
g) Silepse
h) Eufemismo
Pesquise o significado, exemplos e conceitos no Google, a partir da expressão "Figuras de Liguagem". Copie no seu caderno.
Você vai encontrar muitas figuras de linguagem. Se você tiver acesso pode pesquisar em uma Gramática da Língua Portuguesa, no capítulo "Figuras de Linguagem
Questão 2
As palavras ou expressões utilizadas no texto poético apresentam um sentido conotativo e /ou figurado, recurso linguístico utilizado para dar ao texto mais expressividade e sentidos diversos, diferentes do significado usual, ou seja, do sentido denotativo, que encontramos no dicionário e em textos não literários.
Nos versos:
a) " Subo monte, desço monte, meu peito é puro deserto." A palavra " deserto" tem qual significado? Explique.
b ) "Os meus passos no caminho são como os passos da lua." A palavra "passos" utilizada duas vezes tem o mesmo significado? Explique.
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Gabarito
1- Pesquisa
2-a Sentimento de vazio, sem sentimento.
2-b Fases da Lua.
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Gabarito
1- Pesquisa
2-a Sentimento de vazio, sem sentimento.
2-b Fases da Lua.
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