Quando termina a folia de Natal, revellion, de reis, das férias, dos navegantes, do verão, do Carnaval.
As cinzas pedem atenção e um certo recomeço. Como a Fênix, seguimos os instintos. Reconheçamos. Reconectamos.
O ano laboral começa de fato na semana seguinte ao Carnaval, na prática.
A quaresma se apresenta com a mesma rapidez com quase dois meses se passaram. Os ovos de Páscoa aparecem nas prateleiras e o ano escolar recomeça. O burburinho se reinstala.
Foi um longo período de muitas festas. Que dias gloriosos! Quanta chuva. Quanta preguiça! Quanta vontade de não fazer "nada"! Foram férias!
O trabalho aguarda na escrivaninha midiática para ser revisitado. Antes, a gente via o quanto tinha a fazer, porque a escrivaninha ficava abarrotada. Mas, agora, basta não se conectar e tudo fica tranquilo. Basta não se conectar. Ou, organizar o tempo. Ou, desmistificar o cotidiano.
Quando o botão e a tomada nos inteligam com o mundo, o cabelo fica em pé. Arrepia! Arrepia! Arrepia! Talvez, nem tanto assim.
Quanto há o quê fazer! Será?! Amanhece.
Basta alongar-se. Fazer meditação. Tomar um copo de água e colocar os dedos no teclado. Abrir a caixa postal e distribuir o serviço? Não é? Não é bem assim. Quiçá...
Você se lembra que se aposentou e já não há pressa. Não há planejamento de aula. No entanto, há o planejamento diário das horas e dos dias. Deveres. Direitos. Momentos. Afazeres. Vivências. Cuidados.
E vamos devagar com o andor. Mas, focados na vida e na saúde mental e física.
(Escrito em 19.02.2026)
